Se despediram no aeroporto, André meio frio, como se o adeus fosse seu bom dia, Ana prendia as lágrimas com as unhas cravadas no antebraço. “Você deveria ficar” André disse sem muita firmeza, e Ana, fingindo retribuir a frieza, esse dom exclusivo das mulheres retrucou, “A vida é um constante adeus, André” e se virou carregando a bolsa e seu travesseiro. Desapareceu pelos corredores e detectores de metal. Para sempre, ou pelo menos era essa a impressão que passavam os próximos 5 anos. André dirigia pensando no que Ana havia dito, nunca fora adepto de poesias, não entendia dessas coisas e achava Djavan tão difícil de entender que pra ele, beirava o ridículo. Jantou sozinho, não sentia muita estranheza nisso, estava acostumado, jantava sozinho quase todos os dias. Não lhe doeu colocar apenas um jogo de talheres na mesa. Na verdade, a companhia era a exceção e já estava pronto para dormir quando seu celular tocou. Mensagem dela: “Cheguei bem. Não se esqueça depressa de mim.” Essa ele conhecia e começou a digitar sorrindo, “Nem beberei muita cachaça, te amo.” E antes de enviar já se desmanchava
07/10/10
Das despedidas e Djavan
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2 comentários:
snif.
Éh....
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